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Como o estresse dos pais pode influenciar no vínculo afetivo com seus bebês?

Hoje nosso Post foi escrito pela Psicóloga clínica e hospitalar Mariana Bonsaver. Ele fecha a nossa semana sobre como minimizar o cansaço e estresse dos pais. Espero que tenham gostado das dicas e que coloquem em prática o quanto antes <3<3<3.


Obrigada pelo texto Mariana!!!


Como o estresse dos pais pode influenciar no vínculo afetivo com seus bebês?

Estamos acostumados a ler ou ouvir sobre a importância do sono do bebê ou sobre

formas de buscar um sono tranquilo e de qualidade. De fato isso é fundamental, mas e

o sono dos pais, como fica?

Priorizar os cuidados com o bebê e pensar na qualidade de vida deste é natural,

porém, muitas vezes, deixamos de nos cuidar para olharmos para os pequenos. É

importante cuidarmos de nós mesmos para podermos cuidar do outro. Vocês já

pararam para pensar sobre a sua própria qualidade do sono ou sobre outras possíveis

dificuldades emocionais e sobre a influência destas na relação com o seu filho?

A sobrecarga de trabalho, a dupla jornada de trabalho (fora e em casa), um sono

comprometido, a falta de apoio familiar e social, e a noção de competência parental,

são fatores importantes a serem considerados em sua influência positiva ou negativa

na interação e no vínculo dos pais com os filhos. Tais questões podem também

influenciar no desenvolvimento de quadros de estresse, depressão ou ansiedade.

Estudos realizados com pais sobre estresse apontam a presença de sintomas de

depressão nessa população e falta de tempo para cuidar de si. Consequentemente,

esses pais avaliaram-se como insatisfeitos ou com uma percepção negativa sobre seu

desempenho parental (Paes, Ribas Júnior, Valente, 2006).

Quadros de estresse, depressão ou ansiedade quando não tratados podem gerar

irritabilidade, dificuldade de interação, diminuição da vontade, além de ter um

impacto negativo no vínculo afetivo com a criança.

Dessa forma, é de extrema importância os pais também olharem e cuidarem de si

próprios. Buscar ajuda de um familiar para cuidar da criança eventualmente para que

os pais possam ter um descanso, buscar uma atividade física ou outra atividade de

prazer e achar um tempo para cuidar de si, além de buscar ajuda profissional diante de

alterações de humor ou de comportamento, são peças-chave para uma boa qualidade

de vida parental e para um bom desenvolvimento emocional da criança.

Por isso, além de cuidar dos filhos, vamos nos cuidar?


Mariana Bonsaver

Psicóloga clínica e hospitalar

Especialista em gestação e puerpério

CRP 06/89415

97215.8181

Facebook Psicóloga Mariana Bonsaver



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